UM ESCURO MUNDO
"GRIS" É UM NOME QUE ME AGRADA
COMO ME AFASTAM OUTROS:
"TRISTE" E "MELANCOLIA".
EM MEU QUARTO TINHA UMA LATADA PERTURBADORA
DE CHEIROS DE FLORES DE MARACUJÁS
RELUTO POR QUERER APAGAR
SEM NÚMERO DE COISAS.
FLOR JAMAIS SEREI.
E NO ESCURO QUERO AJEITAR A VELA QUEBRADA
SOPRO
ACENDO
QUEIMO O DEDO
NÃO POSSO DESISTIR DO ESCURO
E NEM DA VELA QUEBRADA
NÃO SÃO MEUS GOSTOS
SÃO UTENSÍLIOS
QUE PROVAM QUE A COMTEMPLAÇÃO
NÃO VALE
EM UM MUNDO ESCURO.
Escrito por Rosa Kapila às 11h31
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terça-feira, 22 de setembro de 2009
NA TUBADA
DESCI DA VAN NO TRIÂNGULO DAS BERMUDAS: CAMERINO
AV: PASSOS
MARECHAL FLORIANO
SEGURO NA MÃO DE DEUS ATÉ A PRESIDENTE VARGAS COMO UM RELÂMPAGO
FUGINDO NA TEMPESTADE
JÁ QUE A VIDA É UMA ESTAÇÃO MAIS LONGA
PARA O ARREPENDIMENTO.
AS LÁGRIMAS RITUAIS
ESPELHAM UMA CONFUSÃO
DOS AMORES QUE NUNCA VIERAM
DOS AMORES QUE NUNCA FORAM.
BRAÇOS DE PREOCUPAÇÕES
PERNAS DE PREOCUPAÇÕES
ABANDONO A GRAÇA
UM HOMEM COM GORDURAS ME PEDE DINHEIRO
À FRENTE DO Mc DONALD'S
O SONO ME CHEGA
PRECISO ANDAR
PRECISO CORRER
SENÃO MEU SONO FOGE
SAIO NA TUBADA
CORTANDO SONO
CORTANDO FEBRE
CORTANDO CAMINHO DE GATO PRETO
CORTANDO GORDURAS DE HOMEM
QUE A AV. PASSOS ME ABRACE
E A IMPERATRIZ TAMBÉM.
Escrito por Rosa Kapila às 11h55
DESCI DA VAN NO TRIÂNGULO DAS BERMUDAS: CAMERINO
AV: PASSOS
MARECHAL FLORIANO
SEGURO NA MÃO DE DEUS ATÉ A PRESIDENTE VARGAS COMO UM RELÂMPAGO
FUGINDO NA TEMPESTADE
JÁ QUE A VIDA É UMA ESTAÇÃO MAIS LONGA
PARA O ARREPENDIMENTO.
AS LÁGRIMAS RITUAIS
ESPELHAM UMA CONFUSÃO
DOS AMORES QUE NUNCA VIERAM
DOS AMORES QUE NUNCA FORAM.
BRAÇOS DE PREOCUPAÇÕES
PERNAS DE PREOCUPAÇÕES
ABANDONO A GRAÇA
UM HOMEM COM GORDURAS ME PEDE DINHEIRO
À FRENTE DO Mc DONALD'S
O SONO ME CHEGA
PRECISO ANDAR
PRECISO CORRER
SENÃO MEU SONO FOGE
SAIO NA TUBADA
CORTANDO SONO
CORTANDO FEBRE
CORTANDO CAMINHO DE GATO PRETO
CORTANDO GORDURAS DE HOMEM
QUE A AV. PASSOS ME ABRACE
E A IMPERATRIZ TAMBÉM.
Escrito por Rosa Kapila às 11h55
EU SEMPRE TIVE UM CORPO-CADERNO
AGARRADA A UM CADERNO DE ARAME
SINTO UMA VERTIGEM
QUE EU JULGAVA NÃO SABER.
O PÉ MEU DE ROSA DEIXA A MARCA
E PERFUMES FEITOS PRA MEU BEBÊ
FEITOS PRA ESSE AMOR.
SE DEUS DISSER-ME NÃO
MAIS UMA VEZ EU CHORO.
O CADERNO ESPIRALADO
É UM ABISMO.
EU ESCREVENDO NO TUBO DO VENTO
TONSURADO
SEM CHANCES DE NEGAR NOMES.
EU SEI FAZER OLHOS
EU SEI FAZER VERBOS
EU SEI FAZER CORAÇÕES
EU SEI FAZER LÍNGUAS
A PRECE DE MEUS JOELHOS
É TÃO PROFUNDA
QUE ASSUSTA O SILÊNCIO.
TEMOS O VÔO HOJE
TEMOS O VÔO HOJE
É A FALA DE MEU VIZINHO.
AGARRADA A UM CADERNO DE ARAME
SINTO UMA VERTIGEM
QUE EU JULGAVA NÃO SABER.
O PÉ MEU DE ROSA DEIXA A MARCA
E PERFUMES FEITOS PRA MEU BEBÊ
FEITOS PRA ESSE AMOR.
SE DEUS DISSER-ME NÃO
MAIS UMA VEZ EU CHORO.
O CADERNO ESPIRALADO
É UM ABISMO.
EU ESCREVENDO NO TUBO DO VENTO
TONSURADO
SEM CHANCES DE NEGAR NOMES.
EU SEI FAZER OLHOS
EU SEI FAZER VERBOS
EU SEI FAZER CORAÇÕES
EU SEI FAZER LÍNGUAS
A PRECE DE MEUS JOELHOS
É TÃO PROFUNDA
QUE ASSUSTA O SILÊNCIO.
TEMOS O VÔO HOJE
TEMOS O VÔO HOJE
É A FALA DE MEU VIZINHO.
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
STEVE JOBS
“Mesmo quando ralham comigo, tenho a minha quota de fama”
(Pietro Aretino – 1492-1556 )
Por que tanta ansiedade?
Com os analistas simbólicos e trabalhadores do conhecimento
Formando gerações de máquinas-inteligentes
Todos te mandam sinais para um futuro paraíso tecnológico
Parece que paramos de rezar pelo salvamento
Na Terra Prometida de leite e mel.
Vamos Steve...
Vamos civilizar as planícies de nossas almas...
/enquanto temos eletricidade e água para beber.
Como criar abundância de novos bens?
Como entender a duração do dia?
Seria a Ciência uma metáfora cósmica essencial...
/ou seremos como dizia Descartes, autômatos sem alma?
Nós nem acendemos mais fogo!
Oh mundo atormentado e dividido.
E lá vem Steve com a operação dilúvio!
Mesmo deitado Jobs têm muitas iluminações.
E quem tem ouvidos, ouve os espíritos falando.
Teria Steve Jobs
Uma vingança social a fazer?
Te aconselharia chá de alface orvalhado antes.
Fico pensando que nessas horas
Jobs está planejando o que vai acontecer
No futuro e anotando!
Quem nunca teve um guru
Que atire a primeira pedra.
“Mesmo quando ralham comigo, tenho a minha quota de fama”
(Pietro Aretino – 1492-1556 )
Por que tanta ansiedade?
Com os analistas simbólicos e trabalhadores do conhecimento
Formando gerações de máquinas-inteligentes
Todos te mandam sinais para um futuro paraíso tecnológico
Parece que paramos de rezar pelo salvamento
Na Terra Prometida de leite e mel.
Vamos Steve...
Vamos civilizar as planícies de nossas almas...
/enquanto temos eletricidade e água para beber.
Como criar abundância de novos bens?
Como entender a duração do dia?
Seria a Ciência uma metáfora cósmica essencial...
/ou seremos como dizia Descartes, autômatos sem alma?
Nós nem acendemos mais fogo!
Oh mundo atormentado e dividido.
E lá vem Steve com a operação dilúvio!
Mesmo deitado Jobs têm muitas iluminações.
E quem tem ouvidos, ouve os espíritos falando.
Teria Steve Jobs
Uma vingança social a fazer?
Te aconselharia chá de alface orvalhado antes.
Fico pensando que nessas horas
Jobs está planejando o que vai acontecer
No futuro e anotando!
Quem nunca teve um guru
Que atire a primeira pedra.
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
Trecho de meu livro “Quando Mamãe Souber”
Estarei autografando-o no dia 15/09/09 às 11 hs.
Da manhã, na Bienal do Livro do Rio, no estande da
Ed. Ao Livro Técnico.
“Já era de noite quando levantamos da areia. A lua
estava linda, parei no descampado da praia para ficar
contemplando-a. Algumas nuvens corriam e outra menor
ficou debaixo da lua: tinha o formato de um porquinho.
Daí a pouco, como numa dança, o porco se desmanchou.
Olhei pro chão e já tinham roubado meus tênis. Nem sujos
Eles foram salvos. (Rosa Kapila)
Estarei autografando-o no dia 15/09/09 às 11 hs.
Da manhã, na Bienal do Livro do Rio, no estande da
Ed. Ao Livro Técnico.
“Já era de noite quando levantamos da areia. A lua
estava linda, parei no descampado da praia para ficar
contemplando-a. Algumas nuvens corriam e outra menor
ficou debaixo da lua: tinha o formato de um porquinho.
Daí a pouco, como numa dança, o porco se desmanchou.
Olhei pro chão e já tinham roubado meus tênis. Nem sujos
Eles foram salvos. (Rosa Kapila)
sábado, 22 de agosto de 2009
QUANTO MAIS ELE AGUENTA ATÉ ENLOUQUECER?
“Aquele a quem não se consegue ensinar a voar, ensine-se
a cair mais depressa.”
( Friedrich Nietzsche )
Fecho o livro com as duas mãos
E ajusto minha sombra na janela
O real acontece na televisão...
/enquanto os pesadelos passeiam
/em minha sala de visitas.
Uma carambola azeda nessa tarde de sábado
/me faz feliz.
Tenho um osso agudo no palato
/que me enfraquece os nervos e não permite
/que minha língua repouse e nem passeie
dou-lhe uma lambida glutona
/a fim de gerar poesia ou mesmo uma lembrança
/antiga para chafurdar minha memória.
Hoje saí para comprar um serrote
/e cheguei com dois livros em cada mão.
“Aquele a quem não se consegue ensinar a voar, ensine-se
a cair mais depressa.”
( Friedrich Nietzsche )
Fecho o livro com as duas mãos
E ajusto minha sombra na janela
O real acontece na televisão...
/enquanto os pesadelos passeiam
/em minha sala de visitas.
Uma carambola azeda nessa tarde de sábado
/me faz feliz.
Tenho um osso agudo no palato
/que me enfraquece os nervos e não permite
/que minha língua repouse e nem passeie
dou-lhe uma lambida glutona
/a fim de gerar poesia ou mesmo uma lembrança
/antiga para chafurdar minha memória.
Hoje saí para comprar um serrote
/e cheguei com dois livros em cada mão.
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
CONTE MENTIRAS NOVAS
“O ser humano que tenta ser bom o tempo
/todo está fadado à ruína entre os inúmeros outros
/que não são bons.
( Nicolau Maquiavel )
Não se iluda com as esperas: são todas vergonhosas.
E teus inimigos estão de ódio fervido dentro deles.
Senta-te no rochedo e com uma lapiseira invisível
/desenha a todos que te apunhalaram pelas costas
/com luva de pelica na mão.
Na sequência, picota um a um
E pede ao vento para que faça a distribuição
/das caras tortas/ dos dentes quebrados/ das omoplatas
/desconjuntadas/ das pernas balangando.
Não é vingança.
São apenas lugares tomados.
Em seguida, pede a um espírito que te suspenda do chão.
Depois da risca da cal, voe. FIM.
“O ser humano que tenta ser bom o tempo
/todo está fadado à ruína entre os inúmeros outros
/que não são bons.
( Nicolau Maquiavel )
Não se iluda com as esperas: são todas vergonhosas.
E teus inimigos estão de ódio fervido dentro deles.
Senta-te no rochedo e com uma lapiseira invisível
/desenha a todos que te apunhalaram pelas costas
/com luva de pelica na mão.
Na sequência, picota um a um
E pede ao vento para que faça a distribuição
/das caras tortas/ dos dentes quebrados/ das omoplatas
/desconjuntadas/ das pernas balangando.
Não é vingança.
São apenas lugares tomados.
Em seguida, pede a um espírito que te suspenda do chão.
Depois da risca da cal, voe. FIM.
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