sábado, 6 de junho de 2015

Rosa Kapila, livro virtual

Rosa Kapila, livro virtual
idioma: Português (Brasil)
categoria: Artes e Entretenimento
tipo: moderada
criada em: 29 de abril de 2007
local: Rio de Janeiro, RJ, Brasil
privacidade: público
Comunidade para discutirmos sobre o livro de Rosa Kapila intitulado o "O livro de (Jo)Sa" que se encontra no blog:
www.rosakapila.zip.net

resposta sobre Elvira a morta virgem



Comentários
26/04/2012 10:15 - Rosa Kapila [não autenticado]
quem conhece o cordel "elvira a morta viva"? me diga!!!!!
26/04/2012 10:12 - Rosa Maria Kapila [não autenticado]
Qual mistério tem o livro "Elvira a morta virgem", citado por Torquato Neto na música "Mamãe mamãe não chore"? Quem sabe?

Elvira a mota virgem

Elvira, a Morta Virgem


(De Elane Tomich,
então menina presente
quase pré adolescente,
para o vigia Leonel
das Casas Pernabucanas
que nos lia histórias de Cordel
antes das artes mundanas)

A proteção da rotina
abafa o som da rua
a chamar tudo de sina.
Contudo, calam-se os sinos
que redobram como em Rancas
pela morte de Elvira
a morta virgem de ancas
voluptuosas e nuas
que me assombrou em cordel
linda história de Leonel
vigia noturno no banco
das Casas Pernabucanas.

Roxo de anjos, ira
da pomba gira a lira,
coreografia de Elvira.

Elvira morreu de desonra
forte dose, formicida
(Meu medo do roxo é roxo!)
quebrou a regra segura
nos lábios de violeta
doméstica era a doçura
num ai a morrer de frouxo
que de nó atava a vida
Elvira de lábios roxos
na capa da desventura
anjo, vampira, capeta,
medo e insônia me rendeu
roxo a brilhar na preta
capa, andarei reta
ou, Elvira pecarei
sereia será serei
serei eu, serei eu?

PS** Se não me falha a memória,
Leonel chorava
no fim da história
quantas vezes acabava.

Qualquer semelhança
com fatos e nomes de lembrança
é a mais pura saudade
do que não sei se é verdade)



 
Elane Tomich
Enviado por Elane Tomich em 24/01/2007
Alterado em 20/11/2013

M�sica: Perfume De Mulher - Tango-Temas De Filmes - Scent Of A Woman - Itzhak Perlman Carlos Gardel - Tango Por Una Cabeza - Piazzolla

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terça-feira, 5 de maio de 2015

quinta-feira, 12 de março de 2015

sábado, 14 de fevereiro de 2015

TAIGUETE NO CAMINHO DOS HIBISCOS



( POEMA DE ROSA KAPILA )
Taiguete no caminho dos hibiscos

O cheiro fica pra mim mesma
O libreto molhado para Taiguete de tranças
Duas bruxas perigando voar.
Exauridas.
Quanto mais insuportável
Mais cedo o poema vai saindo.
Cisco no olho no caminho da floresta
/ e fantasmas nos arruínam em gritos aloprados.
Medo no turbante que veio de Angola.
Parecem palmas à distância
/ ou uma ceia com rabanadas.
Pássaros enchem  a barriga
Os jacarés vomitam uma gosma verde.
As folhas são lindas e nos ouvem
Temos pratos, panelas e um cão amigo
/ porém sinto cheiro de bife.
O viajar do olho: floresta dos hibiscos
Taiguete corre e começa a cavar
/ arranca seus livros enterrados
As vestes dos livros estão imperecíveis.
A amiga teria aprontado alguma feitiçaria?
Penso em ciclopes
O mar habitando a poucos quilômetros
/ fogueiras, o bife na salmoura, princesas, mamão
/papaia, trevas, algum abutre pulando em minha lombar
Os hibiscos estão abertos, cheirosos.
Os livros, fechados e amarrados.