AMIGOS, ME DESCULPEM POR NÃO ESTÁ POSTANDO MEUS POEMAS NESSES DIAS. PERDI 7 AMIGOS EM 15 DIAS. ESTOU ARRASADA, POIS ACABO DE RECEBER A NOTÍCIA DE QUE UM DE MEUS MAIS QUERIDOS AMIGOS RETORNOU ONTEM À PÁTRIA ESPIRITUAL ESTOU AQUI AOS PRANTOS....VOCÊS NEM PODEM FAZER IDEIA DE MEU SOFRIMENTO. TRATA-SE DO ARTISTA PLÁSTICO PAULISTA BRAZ UZUELLE. UMA DAS PESSOAS MAIS ESPIRITUALIZADAS DESSE MUNDO. Estou aqui aos prantos, não consigo acreditar que o Braz retornou à sua pátria espiritual.
meu querido amigo do peito e do coração sonhei antes de ontem contigo e conversamos tanto no sonho. Quando eu sonhar NESTA NOITE estarei no Hospital dos socorristas do plano astral. Então conversaremos melhor.
Creio que no plano astral tem muita luminosidade te esperando.
me consolo por ter certeza que nos encontraremos novamente num dia florido.
Que todos os anjos te recebam!!!!!!!!!!!!!!!!!
Rosa Kapila
Escrito por Rosa Kapila às 13h29
quinta-feira, 11 de março de 2010
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
COSTAS CORCUNDAS CABELUDAS & DRINQUE MOLHADO
“Se calo, estou contemplando, se durmo, sou preguiçosa”
(Madre Teresa de Jesus )
Os quatro dragões de ouro
/da Tiradentes, rebrilham
no apagão.
Acho que só eu vejo, pois
/fugi do calor jogando o lençol
/pra cima.
Ah se eu tivesse os salmos como
/ofícios!
Escolheria meu melhor amigo: Salomão.
E não seria essa chapa rosa.
Pecaria bem
Porque no escuro eu peco melhor.
“Se calo, estou contemplando, se durmo, sou preguiçosa”
(Madre Teresa de Jesus )
Os quatro dragões de ouro
/da Tiradentes, rebrilham
no apagão.
Acho que só eu vejo, pois
/fugi do calor jogando o lençol
/pra cima.
Ah se eu tivesse os salmos como
/ofícios!
Escolheria meu melhor amigo: Salomão.
E não seria essa chapa rosa.
Pecaria bem
Porque no escuro eu peco melhor.
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
sábado, 28 de novembro de 2009
UM OLHANDO UM & UM OLHANDO OS OUTROS
“O coração em paz vê festa em todas as aldeias”
(Provérbio índio )
Para meu amigo Edson Melo
Cavuco os segredos de meus armários escuros, porões
/e quartos silenciosos.
Qual labirinto obnublado foi esse que me deu todos
/os sabores?
Pedaços de informações para perder o medo de
/estar errada.
Vôo até Sêneca com seus dramas vingativos
/e seu beijo final em meio à bruma.
Quero ser estimulada pela novidade da
/experiência imediata.
Meu corpo-mamífero-humano de bilhões
/de anos vira pedaços do ser.
O sol passa por mim como uma visão
/e finge que não me vê.
Blake me oferece rosas coradas
/quando o fecho de minha bolsa prende
/minha mão.
A poesia é biológica, não tem jeito.
Meus neurônios gritam para meus tímpanos
Ansiedades
Nostalgias
Devaneios
Carne pensante, faça sua saudação
/àqueles que me lêem.
“O coração em paz vê festa em todas as aldeias”
(Provérbio índio )
Para meu amigo Edson Melo
Cavuco os segredos de meus armários escuros, porões
/e quartos silenciosos.
Qual labirinto obnublado foi esse que me deu todos
/os sabores?
Pedaços de informações para perder o medo de
/estar errada.
Vôo até Sêneca com seus dramas vingativos
/e seu beijo final em meio à bruma.
Quero ser estimulada pela novidade da
/experiência imediata.
Meu corpo-mamífero-humano de bilhões
/de anos vira pedaços do ser.
O sol passa por mim como uma visão
/e finge que não me vê.
Blake me oferece rosas coradas
/quando o fecho de minha bolsa prende
/minha mão.
A poesia é biológica, não tem jeito.
Meus neurônios gritam para meus tímpanos
Ansiedades
Nostalgias
Devaneios
Carne pensante, faça sua saudação
/àqueles que me lêem.
domingo, 22 de novembro de 2009
MOLHANDO O CAFÉ II
“Sou uma leitora obcecada. Sempre
que leio um livro tenho ideias que adapto
à minha vida”. (Rosa Kapila)
Salguei alguns livros para afastá-los
/das formigas... no decorrer de três meses,
/estavam molhados.
Agora, o sal insosso deixou os livros desminliguidos.
Mesmo assim, com o resultado caustrofóbico
/vou me arrastando até a fotografia de Deus, antes de
/salgá-la.
As traças não foram embora.Tampouco as formigas.
E nem as lagartixas.
Apenas os ratos odiaram o sal grosso.
Eu, ossuda, sem firmeza nos pés obnublados
/acompanho o vôo do pássaro cauteloso,
/no galho de um pé de graviola.
Estas cenas estão na peça que o Zé
/teatraliza.
Faço a vez da atriz com quem ele contracenará.
Deixo os pássaros fugirem floresta adentro.
Para desfazer o mal entendido ponho um gorro
/branco que um dia foi de meu filho Ícaro
/e escancho no cabo de vassoura...estou num cavalo
/que trota...
Zé pede para que eu requebre...
Acabo a cena sufocada. Há anos não faço teatro!
“Estou é quebrada”
Na casa desse meu amigo até os gatos
/são pintados
e tudo que chega ali vira peça de teatro.
No final do texto, dançamos ao som de
“Molhando o café”
Na verdade, molhados estavam os livros
Soltos os passarinhos
E as tanajuras passeando
Entre as lagartixas ariscas.
Rimos muito... até porque essa música
/é muito estranha...
“Sou uma leitora obcecada. Sempre
que leio um livro tenho ideias que adapto
à minha vida”. (Rosa Kapila)
Salguei alguns livros para afastá-los
/das formigas... no decorrer de três meses,
/estavam molhados.
Agora, o sal insosso deixou os livros desminliguidos.
Mesmo assim, com o resultado caustrofóbico
/vou me arrastando até a fotografia de Deus, antes de
/salgá-la.
As traças não foram embora.Tampouco as formigas.
E nem as lagartixas.
Apenas os ratos odiaram o sal grosso.
Eu, ossuda, sem firmeza nos pés obnublados
/acompanho o vôo do pássaro cauteloso,
/no galho de um pé de graviola.
Estas cenas estão na peça que o Zé
/teatraliza.
Faço a vez da atriz com quem ele contracenará.
Deixo os pássaros fugirem floresta adentro.
Para desfazer o mal entendido ponho um gorro
/branco que um dia foi de meu filho Ícaro
/e escancho no cabo de vassoura...estou num cavalo
/que trota...
Zé pede para que eu requebre...
Acabo a cena sufocada. Há anos não faço teatro!
“Estou é quebrada”
Na casa desse meu amigo até os gatos
/são pintados
e tudo que chega ali vira peça de teatro.
No final do texto, dançamos ao som de
“Molhando o café”
Na verdade, molhados estavam os livros
Soltos os passarinhos
E as tanajuras passeando
Entre as lagartixas ariscas.
Rimos muito... até porque essa música
/é muito estranha...
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
PROCURO ESSE QUE TRAZ MEU CORAÇÃO COM ELE
“Há cordas no coração que melhor seria não fazê-las vibrar”
( Charles Dickens )
Para: Maria Aldenires de Sousa Lima
Procuro você que traz meu coração com ele
/para dizer que vi quando a onda beijou o pé grande
/do efebo... nem Pégaso nem Perseu quiseram
/meu marido ser.
No firmamento de sol ardido
Bato contra o céu o olho; com minhas asas, escrava-anjo-nua,
/peço para terem cuidado com a minha letra miúda
e digo para as estrelas escondidas que procuro esse
/que traz meu coração com ele para dizer-lhe
/que tenho uma casa feliz, de ninho voador e um urubu
/da floresta vizinha que me dá bom-dia: só às vezes.
Procuro você, que traz meu coração com ele
/concordando que me repito só para me ver;
/mas tem dia que desvio-me de mim. E sei, pois alguém
/já me disse que ar tenho de degenerada.
Fecho o livro sobre estrelas e penso em meu amor
/que domina meu ar de altivez.
Um grande amigo me pergunta: quando poderei
/aproveitar a experiência alheia em meu próprio
/benefício?
Não respondo, pois procuro você que traz meu coração
/com ele e sinto meu pensamento se entrelaçando
/no seu e a chorar lágrimas de céu morto e vermelho
/de fogo; vejo no subúrbio os andarilhos e comboieiros
/que mamãe seguiu.
Divago
Divagas
Devagar; pois continuo procurando você que traz
/meu coração com ele e teço encantos em olhos cor
/de sangue para usufruir de boca que embriaga
/suspiros de amor/olhos/sombra/noturnos febris.
Nesse exato momento tenho inveja dos pássaros que voejam
/ em minha janela; as asas sacudidas escondem de mim
/um pedaço de azul de céu.
Sou grata a eles que me trazem alegria e ideias novas.
Eles me escutam também; aqui onde sou uma forte
/exilada e designer de penhascos solitários.
Procuro você que traz meu coração com ele
/para dizer que coloquei em bolsa o meu passado bem
/amado e dou pra algumas águias que viajam pelo mundo
/afora um travor de meus antigos dramas; aqueles
/ódios que cobri com os lençóis.
Oh alma amada, será que a essas horas estás voando?
Ele me diria eu sei, cada livro é um combate
/e certeza tenho que és capaz de mudar a noite
/só para inventar nomes e rasgar.
Firmo e assino, alguns pensam constantemente que engolem
/o teu mundo; todavia quando todos dormem a viração
/se dá nos benditos sustos: cobra, lagartos, plantas
/carnívoras.
A Rosa dá o espinho que tem.
Lê pra teu anjo da guarda... lindo que nem tua sorte.
Flor do céu
Flor da terra
Quando estava sonhando com Deus, me acordaram
/para continuar procurando você que traz
/meu coração com ele.
“Há cordas no coração que melhor seria não fazê-las vibrar”
( Charles Dickens )
Para: Maria Aldenires de Sousa Lima
Procuro você que traz meu coração com ele
/para dizer que vi quando a onda beijou o pé grande
/do efebo... nem Pégaso nem Perseu quiseram
/meu marido ser.
No firmamento de sol ardido
Bato contra o céu o olho; com minhas asas, escrava-anjo-nua,
/peço para terem cuidado com a minha letra miúda
e digo para as estrelas escondidas que procuro esse
/que traz meu coração com ele para dizer-lhe
/que tenho uma casa feliz, de ninho voador e um urubu
/da floresta vizinha que me dá bom-dia: só às vezes.
Procuro você, que traz meu coração com ele
/concordando que me repito só para me ver;
/mas tem dia que desvio-me de mim. E sei, pois alguém
/já me disse que ar tenho de degenerada.
Fecho o livro sobre estrelas e penso em meu amor
/que domina meu ar de altivez.
Um grande amigo me pergunta: quando poderei
/aproveitar a experiência alheia em meu próprio
/benefício?
Não respondo, pois procuro você que traz meu coração
/com ele e sinto meu pensamento se entrelaçando
/no seu e a chorar lágrimas de céu morto e vermelho
/de fogo; vejo no subúrbio os andarilhos e comboieiros
/que mamãe seguiu.
Divago
Divagas
Devagar; pois continuo procurando você que traz
/meu coração com ele e teço encantos em olhos cor
/de sangue para usufruir de boca que embriaga
/suspiros de amor/olhos/sombra/noturnos febris.
Nesse exato momento tenho inveja dos pássaros que voejam
/ em minha janela; as asas sacudidas escondem de mim
/um pedaço de azul de céu.
Sou grata a eles que me trazem alegria e ideias novas.
Eles me escutam também; aqui onde sou uma forte
/exilada e designer de penhascos solitários.
Procuro você que traz meu coração com ele
/para dizer que coloquei em bolsa o meu passado bem
/amado e dou pra algumas águias que viajam pelo mundo
/afora um travor de meus antigos dramas; aqueles
/ódios que cobri com os lençóis.
Oh alma amada, será que a essas horas estás voando?
Ele me diria eu sei, cada livro é um combate
/e certeza tenho que és capaz de mudar a noite
/só para inventar nomes e rasgar.
Firmo e assino, alguns pensam constantemente que engolem
/o teu mundo; todavia quando todos dormem a viração
/se dá nos benditos sustos: cobra, lagartos, plantas
/carnívoras.
A Rosa dá o espinho que tem.
Lê pra teu anjo da guarda... lindo que nem tua sorte.
Flor do céu
Flor da terra
Quando estava sonhando com Deus, me acordaram
/para continuar procurando você que traz
/meu coração com ele.
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
RUA DA CARIOCA
“Calo-me, espero, decifro.
As coisas talvez melhorem.
São tão fortes as coisas!”
( Carlos Drummond de Andrade)
In poema: Nosso Tempo, do livro
“A Rosa do Povo”
As majestades viveram aqui onde a natureza
/já ficou velha e a morte morre muito mais.
As princesas, agora belas defuntas
/cavalgaram charretes e entre sombreiros
/farfalharam saias.
Antes, Rua do Piolho e após, do Egito.
Animou os dias de Machado jogando bola.
Ele foi criança e um dia usou calção.
Um quarteirão apenas para balançar bolsas.
Eu fujo
Tu foges
Dos ventos da Carioca.
Eu amo
Tu amas
E fervem os corações anônimos.
Vem, que a noite corre atrás de nós.
Aqui, namorados se enlaçam, se entrelaçam
/ e se dispensam.
Eu também já sofri de amor cariocando entre
/vendavais e trovoadas.
Chorei chuva e me atolei no cruzamento
/da Paraguai com a bifurcação da Rua do Verde de flores
/banhadas.
Livros/louças/bancos/correios e o Rei das Facas
/tem parede de oitão com as malas, malinhas, maletinhas,
/malão.
As árvores que se abraçam me abraçam enquanto
/estou amuada esperando o ônibus em frente ao Pilão
/de Pedra.
Elevo o olhar para o Monte Castelo
/e o Convento de Santo Antonio.
Lá vem a noite brigando com a noite.
Uma velha manca virando a noite na janela
/do sobrado pita um cigarro de macumba.
Apenas um quarteirão e cabe A Guitarra de Prata/ O Bar
/do Luiz/ O Cine Íris/ O Boteco Sinfonia Carioca/ O Cine
Ideal que Rui Barbosa abençoou/ O Pilão de Pedra que
/ um dia foi “Zicartola.”
E o primeiro Restaurante Vegetariano do Rio de Janeiro –
/paraíso dos naturebas.
Molambos entopem bueiros e quantos olhos morreram
/só ao te olhar.
Carioca, eu já caí na curva de tua lona!
“Calo-me, espero, decifro.
As coisas talvez melhorem.
São tão fortes as coisas!”
( Carlos Drummond de Andrade)
In poema: Nosso Tempo, do livro
“A Rosa do Povo”
As majestades viveram aqui onde a natureza
/já ficou velha e a morte morre muito mais.
As princesas, agora belas defuntas
/cavalgaram charretes e entre sombreiros
/farfalharam saias.
Antes, Rua do Piolho e após, do Egito.
Animou os dias de Machado jogando bola.
Ele foi criança e um dia usou calção.
Um quarteirão apenas para balançar bolsas.
Eu fujo
Tu foges
Dos ventos da Carioca.
Eu amo
Tu amas
E fervem os corações anônimos.
Vem, que a noite corre atrás de nós.
Aqui, namorados se enlaçam, se entrelaçam
/ e se dispensam.
Eu também já sofri de amor cariocando entre
/vendavais e trovoadas.
Chorei chuva e me atolei no cruzamento
/da Paraguai com a bifurcação da Rua do Verde de flores
/banhadas.
Livros/louças/bancos/correios e o Rei das Facas
/tem parede de oitão com as malas, malinhas, maletinhas,
/malão.
As árvores que se abraçam me abraçam enquanto
/estou amuada esperando o ônibus em frente ao Pilão
/de Pedra.
Elevo o olhar para o Monte Castelo
/e o Convento de Santo Antonio.
Lá vem a noite brigando com a noite.
Uma velha manca virando a noite na janela
/do sobrado pita um cigarro de macumba.
Apenas um quarteirão e cabe A Guitarra de Prata/ O Bar
/do Luiz/ O Cine Íris/ O Boteco Sinfonia Carioca/ O Cine
Ideal que Rui Barbosa abençoou/ O Pilão de Pedra que
/ um dia foi “Zicartola.”
E o primeiro Restaurante Vegetariano do Rio de Janeiro –
/paraíso dos naturebas.
Molambos entopem bueiros e quantos olhos morreram
/só ao te olhar.
Carioca, eu já caí na curva de tua lona!
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