quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

RALANDO A LÍNGUA
> “Os poetas místicos são filósofos doentes,
> E os filósofos são homens doidos”
> (Fernando Pessoa. In: Ficções do interlúdio )
> Para meu irmão Raimundo
> Venceslau dos Santos
>
>
> O que sabem as flores e as árvores a meu respeito?
> Gritei: valei-me Santa Bárbara na hora do
> aguaceiro.
> Sonhei com um vago mistério, depois de ter visto o filme
> “Amor
> À morte, de Allan Resnais. O filme quase me
> enlouquece.
> Quem me dera morar naquela aldeia!
> Queridos leitores, nada do que digo e escrevo, eu
> vivo.
> Um garoto na rua me disse: “em vez de chorar
> minha mãe,
> A polícia chora as deles primeiro”. Foi a mais
> estranha de todas as estranhezas
> Que ouvi um dia.
> Olhando para seis relógios passei a noite
> toda.
> Pulo do pensamento para as palavras.
> Meu vizinho colocou uma placa de natal em sua porta
> E eu corro pelo corredor e saltito fazendo ginástica
> contando
> /as letras da placa. Com uma dor no corpo penso
> que tenho doenças
> /de novas ideias. Tresvariando vi a figura
> dele.
> Quero qualquer coisa para me acordar, para não
> ter que me deixar
> /de novo. Um cego para na calçada e me olha.
> O que é melhor, a tua alegria ou a minha?
>
>
>
>
>
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